Confira os riscos de malhar sem avaliação médica e acompanhamento profissional


Veja os riscos de malhar sem avaliação médica

Nesta semana, a morte de um lutador amador de Muay Thai, em Belo Horizonte (MG) expôs um costume que pode colocar a vida das pessoas em risco: o de malhar sem avaliação física e sem acompanhamento profissional. Ransley Thiago da Silva, de 32 anos, começou a se exercitar em uma academia sem avaliação física e sofreu uma parada cardíaca após lutar e passar mal em um campeonato amador na capital mineira.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Secretaria da Saúde de São Paulo em pacientes atendidos pelo Hospital Estadual Ipiranga, na capital paulista, cerca de 90% das pessoas que começam a frequentar academia, não passam por uma avaliação médica antes de começarem a se exercitar, o que pode provocar problemas à saúde.

Proprietários de academias expõem que isso acontece pelo fato de muitos alunos terem receio de não conseguirem a liberação do médico para a prática de exercícios, porém, a avaliação não restringe, mas sim, estabelece limites quanto aos tipos e a intensidade dos exercícios para cada pessoa.

Isso acontece porque se uma pessoa que possui predisposição para doenças cardíacas praticar um esporte que exige muito esforço, pode ter complicações que podem levá-la a óbito. Além disso, problemas ortopédicos podem se agravar com uma atividade física inadequada.

Segundo os instrutores de academias, o exame médico possui o objetivo de descobrir os limites dos alunos, já que a série de exercícios elaborada se baseia no atestado médico. Cada município estabelece a frequência com que cada frequentador de academia deve realizar os exames médicos. No caso de São Paulo (SP), uma lei municipal exige a apresentação de exame médico de seis em seis meses.

Apesar de o exame médico ser exigido por lei em algumas cidades brasileiras, muitas pessoas, por falta de costume ou informação relutam em realizar essa avaliação, se preocupando mais com a vaidade do que com a saúde, alegando “falta de tempo”.

Acontece que o exame médico é o principal meio para que o instrutor ou o profissional de educação física possa elaborar o programa de treinamento personalizado. Isso acontece porque esses profissionais, formados em curso de graduação de Educação Física, possuem conhecimento de áreas específicas destinadas ao treinamento corporal, como anatomia humana, treinamento desportivo, fisiologia básica, musculação, biomecânica, ginástica em academia e corretiva, entre outras.

E no momento de elaborar o treinamento de seu aluno, o profissional faz uso de todos os seus conhecimentos para ajudá-lo a conquistar seus objetivos, de maneira segura. Assim que o profissional de educação física prescreve um treinamento ao aluno, ele leva em consideração inúmeros fatores, como a divisão da rotina de treinos por semana, o tipo de série que será utilizada, a ordem e o número dos exercícios, para alcançar os resultados esperados e evitar lesões.

Dessa forma, com a chegada do verão, muitas pessoas procuram emagrecer rapidamente e se exercitam exageradamente, sem orientação profissional, colocando a saúde corporal em risco. Por isso, se você está há muito tempo sem se exercitar e pretende retornar, a melhor opção é sempre procurar um profissional habilitado em educação física, para que o oriente, elabore e acompanhe a sua rotina de exercícios, mediante exame médico. Por fim, é preciso ter dedicação e paciência, para se obter o corpo que se deseja de forma permanente.

Por Selma Isis