Chevrolet Monza: Clássico completa 30 anos de história e conta com uma legião de admiradores


Chevrolet Monza completa 30 anos de história

Neste ano de 2012, um dos sedãs médios de maior sucesso nas décadas de 80e 90 completa 30 anos de história: o Chevrolet Monza. Capaz de reunir uma legião de fãs até hoje, o veículo foi produzido na fábrica de General Motors em São Caetano (SP), nos anos de 1982 a 1996, sendo produzidas 857 mil unidades, que foram comercializadas em todo o Brasil ao longo de 14 anos de produção.

Esse número colocou o sedan médio da Chevrolet como um dos veículos de maior sucesso da montadora norte-americana no Brasil. Para se transformar em um campeão de vendas, o Monza trazia projetos mecânicos e visual inovadores para a época em que foi lançado.

Com o slogan “poucos têm o que muitos desejam”, a montadora procurou reforçar o requinte do sedan médio, o que cativou os consumidores brasileiros. O resultado é que, três meses após o seu lançamento, foram vendidas mais de 10 mil unidades, além de ter sido eleito “o carro do ano” pela imprensa especializada no ano seguinte, um título raro até então para os veículos da marca.

Como se tratava de um projeto global da General Motors, antes de ser lançado no Brasil, o Monza estreou nos Estados Unidos com o nome de Chevrolet Cavalier, sendo que a versão que fez sucesso no Brasil por 14 anos derivou do Opel Ascona, da divisão europeia da montadora.

Inicialmente lançado na versão hatch,com motor 1.6, câmbio manual de quatro e cinco velocidades e direção hidráulica como opcional, foi a versão sedan, lançada em 1983 que agradou em cheio os motoristas brasileiros, sendo a única que foi produzida até 1996.

Equipada com duas portas e motor 1.8, o Monza sedan foi lançado para competir com o Ford Del Rey, que até então era o seu principal concorrente, sendo que posteriormente passou a dividir mercado com o seu arquirrival Volkswagen Santana.

Em 1985 o Monza ganhou uma versão esportiva, a S/R, que contava com um sistema mais aprimorado de escape, além do visual mais agressivo. Já no ano seguinte, a montadora lançou a versão Classic, que marcou a “era de ouro” do modelo, oferecendo o veículo com motor 2.0 de 110 cv de potência e sistema automático de transmissão de velocidades.

Foi no início dos anos 1990 que o Monza começou a perder força, em razão da facilitação da importação de automóveis, além do Omega, também lançado pela GM, em 1993, ter tirado o brilho do sedan médio, sendo que em 1996, foi substituído definitivamente pelo Vectra.

Apesar de ser mais moderno, os fãs do Monza consideram a mecânica e estilo superiores ao de seu sucessor, sendo até hoje muito valorizado no mercado de usados, além de contar com uma legião de admiradores.

Para se ter uma ideia, somente no Monza Clube do Brasil, um dos clubes que reúne fãs do sedan médio da GM, reúne mais de 15 mil admiradores em todo o Brasil, que não titubeiam em relacionar os pontos fortes do veículo: generoso espaço interno e mecânica confiável, cuja manutenção gera menos gastos do que automóveis mais modernos.

Por Selma Isis