Minha Casa, Minha Vida: Programa aumenta limite do valor financiado do imóvel


Minha Casa, Minha Vida, governo aumenta o valor máximo para financiamento da casa própria

Em geral, nas principais capitais brasileiras, quem pretende comprar um imóvel no programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal já percebeu que não encontrava casas ou apartamentos à venda com valores que se enquadrassem com o teto determinado pelo programa.

Dessa forma, neste mês de outubro, foram elevados os valores máximos dos imóveis financiados de R$ 170 mil para R$ 190 mil. O novo teto é válido para o Distrito Federal e para as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Já para as demais capitais e cidades que contem com mais de um milhão de habitantes, o teto passou de R$ 150 mil para R$ 170 mil. Nos municípios que possuem de 250 mil a um milhão de habitantes, esse valor foi reajustado de R$ 130 mil para R$ 145 mil, sendo que o mesmo valor é válido para as demais regiões metropolitanas.

Em cidades que possuam população variando de 50 mil a 250 mil habitantes, o teto do Programa subiu de R$ 100 mil para R$ 115 mil. Por fim, em cidades com menos de 50 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 80 mil para R$ 90 mil.

De acordo com os membros do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), a meta é reajustar os valores do financiamento devido à inflação, para possibilitar com que o “Minha Casa, Minha Vida” atenda a atual demanda da classe média que reside nas grandes cidades brasileiras, já que nessas regiões tiveram forte aumento no preço dos imóveis.

A correção foi de 13%, sendo baseada no Índice Nacional da Construção Civil (INCC) de agosto. Além da elevação do valor do teto dos imóveis do programa do Governo Federal, o conselho curador do FGTS subiu de R$ 3.100 para R$ 3.275 o limite de renda das famílias que podem comprar os imóveis subsidiariamente. Vale acrescentar de que o valor do subsídio foi corrigido de R$ 23 mil para R$ 25 mil.

Além disso, foi aprovada a redução da taxa de juros de 8,16% para 7,16% mais TR para as famílias que tenham renda mensal de R$ 3.275 e R$ 5.000, a denominada faixa 3 do Programa, onde quase não existe subsídio. Para essa faixa de renda, um dos principais benefícios é não precisar pagar pelo seguro que está atrelado ao financiamento.

A redução dos juros também beneficiou famílias com renda entre R$ 2.325,01 e R$ 2.455,00, cuja taxa cai de 6% para 5%, e com renda entre R$ 3.100,01 e R$ 3.275,00, que teve uma queda para 6% ao ano.

Segundo o Ministério do Trabalho, nos financiamentos imobiliários com o uso do FGTS, a renda familiar pode alcançar até R$ 5.400,00. Nesse caso, porém, a taxa se mantém em 8,16% para rendas que sejam maiores de R$ 5 mil.

De acordo com especialistas do segmento imobiliário, as medidas são importantes para impedir que ocorra uma queda no ritmo da construção civil, já que vem se registrando uma queda recente no número de novos empreendimentos imobiliários.

Por Selma Isis

1 comment

  1. alan disse:

    gostei da alteraçao , minha renda e de 2.800 eu consigo o valor de 110.000 mil, quero muito comprar a minha casa propria obrgado

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