Judô e Jiu-Jitsu: Conheça as diferenças dessas duas modalidades de artes marciais


Diferença entre Judô e Jiu-Jitsu

As artes marciais foram desenvolvidas pelos orientais há milhares de anos, sendo que passaram a ser praticadas pelos ocidentais, especialmente aqui no Brasil, com a vinda dos imigrantes japoneses, no início do século XX.

Com a popularização do MMA-Misto de Artes Marciais- cada vez mais pessoas estão procurando as academias em todo o Brasil para desenvolver a filosofia e as técnicas do esporte.

Dentre as artes marciais mais conhecidas e praticadas, destacam-se o judô e o jiu-jitsu, que trazem diversos benefícios para praticantes de todas as idades. Vale lembrar de que o judô pode começar a ser praticado aos sete anos, não sendo recomendável praticar antes porque a criança vai precisar de força, raciocínio lógico e habilidades que ainda não foram desenvolvidas nessa idade.

O atleta aprende a ter disciplina e a ter organização com os seus pertences pessoais, já que o quimono deve estar sempre limpo. Sem falar de que a concentração é muito exigida para a execução dos golpes, pois, se forem realizados com precisão, derrubam qualquer adversário.

O curioso é que o Judô e Jiu-Jitsu têm muitas coisas em comum, já que o primeiro nasceu do segundo. O Judô tem como princípio o treinamento de ataques e defesas para educar o corpo e o espírito, tornando a essência espiritual do Judô uma parte de seu próprio ser.

Dessa forma, todos os valores que o praticante do judô aprende nos seus treinamentos, como a perseverança e humildade, devem ser praticadas em seus atos no dia-a-dia, bem como as cinco regras básicas que todo judoca deve seguir: Disciplina, Respeito, Educação, Desenvolvimento da Força Física e Técnica.

No judô, assim como em qualquer arte marcial, é preciso certo grau de agressividade para se obter êxito, em especial nas competições, porém, nesses casos a agressividade exigida é positiva, conforme as regras desportivas da competição. Importante ressaltar de que o atleta precisa de um autocontrole apurado para administrar essa agressividade, obtida por meio de uma adequada orientação e treinamento.

Já o Jiu-Jitsu, mesmo adotando a mesma filosofia, traz movimentos mais violentos e pesados em comparação ao Judô, pois a técnica surgiu inicialmente para formar os samurais. Professores da modalidade costumam recomendar a prática do esporte um pouco mais tarde do que no Judô, a partir dos 12 anos, quando as articulações já estão formadas e prontas para executar e receber chave-de-braço, estrangulamentos, entre outros golpes típicos do esporte.

Importante ressaltar de que o praticante de Jiu-Jitsu possui um foco maior nas competições e na explosão de movimentos, sendo que o Jiu- Jitsu brasileiro foi criado pelos irmãos Gracie, que desenvolveu técnicas mais voltadas ao MMA.

Professores de Judô e Jiu-Jitsu costumam apreciar a popularização do MMA pela maior divulgação das artes marciais, porém, para participar de competições profissionais no octógono, que consagrou esportistas brasileiros como Anderson Silva e Júnior Cigano, o atleta tem que ser completo em todas as artes marciais.

Além disso, não se consegue a técnica correta em nenhuma modalidade com essa prática, que fica uma luta sem fluência, o que caracteriza a briga. Dessa forma, os professores consideram mais importante a prática das artes marciais de maneira separada, acompanhando a filosofia do esporte como algo que o atleta pode levar para a vida toda e utilizá-la em seu dia a dia.

Por Selma Isis