Enxaqueca: Doença que afeta principalmente as mulheres


Uma dor latejante e intensa na cabeça, a enxaqueca costuma ser acompanhada por sensações incômodas ao sentir cheiros fortes, ouvir barulhos ou olhar para a claridade. Além disso, esse estado de desconforto pode provocar náuseas e vômitos.

Pesquisas recentes apontam que a enxaqueca, que é incurável, possui origens provavelmente hereditárias e que existem três genes responsáveis pela doença, sendo que um deles é exclusivo ao sexo feminino.

Dessa forma, os cientistas apontam que essa condição ocorre de três a quatro vezes mais nelas, sendo caracterizada por um desarranjo no cérebro, em que os estímulos respondem irregularmente aos estímulos.

As causas da enxaqueca ainda são desconhecidas pela Medicina, porém, se os seus sintomas forem descobertos precocemente, é possível ajudar no seu tratamento. Em geral, as mulheres costumam sofrer de enxaqueca a partir da adolescência, sofrendo dores de cabeça constantes, que podem ser confundidos com algum problema de visão.

Neurologistas costumam destacar outro sintoma da enxaqueca: um quarto dos pacientes costuma apresentar, antes da crise de enxaqueca, uma aura. Trata-se de um fenômeno de alteração visual, que se caracterizam com alterações visuais, zigue-zagues luminosos, tremulações e riscos luminosos.

Além disso, a ligação dessa dor de cabeça, que costuma prejudicar a realização das atividades do dia a dia, em relação ao sexo feminino pode estar relacionada com os hormônios. Isso acontece porque, segundo especialistas, a mulher possui um gatilho para a enxaqueca que é o ciclo menstrual, já que a flutuação normal dos hormônios, em especial no período pré-menstrual, provoca crises intensas nas mulheres predispostas à enxaqueca.

Outro fator que se relaciona com a doença, segundo os médicos, é a alimentação. Mulheres que têm enxaqueca devem prestar alimentação nos alimentos que fazem disparar as crises, em geral, bebidas fermentadas, como a cerveja, queijos amarelos, laticínios, chocolates e cafeína.

Fazer jejuns prolongados ou ficar sem comer são os fatores mais importantes para desencadear enxaqueca, sendo pior do que ingerir os alimentos que estão relacionados à doença.

Em geral, existem duas linhas para o tratamento da enxaqueca: a primeira é a preventiva, e a outra tem como meta anular os efeitos da doença quando ocorrem as crises. Médicos neurologistas indicam aos seus pacientes o uso dos medicamentos preventivos, que devem ser tomados diariamente, ocorrendo dores ou não e os abortivos de crise, que o paciente deve tomar somente quando surgirem as dores.

Importante ressaltar sempre de que não se deve tomar nenhum medicamento sem indicação e acompanhamento médico, por isso, caso sofra com a enxaqueca, procure um médico neurologista, para que ele avalie o seu caso e recomende o tratamento adequado.

Dicas contra a enxaqueca:

A enxaqueca não tem cura, entretanto, ela pode ser controlada por meio de medicamentos e observando alguns hábitos, como os que serão expostos a seguir:

Saiba definir quando está ou não com enxaqueca: Caso você responda “sim” a pelo menos duas das três questões seguintes, provavelmente a dor de cabeça que você está sentindo, é provavelmente enxaqueca: Sentiu náuseas ? A luz te incomodou mais do que o normal ? Essa dor te afasta das atividades corriqueiras pelo menos uma vez por dia ?

Escreva um diário: Procure anotar na sua agenda quando teve cada crise de enxaqueca e posteriormente, vá marcando os detalhes do di seus dia a dia, como por exemplo, alimentação, qualidade do sono, emoções e trabalho.

Procure um médico: Faça um relato minucioso de sua condição em sua consulta ao neurologista.

Por Selma Isis