Camisinha Feminina: Preservativo passa a ser distribuído de graça pelo SUS


Seja por preconceito, machismo e desinformação, a camisinha feminina ainda é desconhecida por grande parte das mulheres. Porém, com mais vantagens do que desvantagens, o preservativo feminino começa a se popularizar, firmando-se como uma boa opção para as mulheres que sofrem com os efeitos colaterais dos anticoncepcionais ou têm alergia ao látex dos preservativos masculinos.

Especialistas apontam de que existe muito preconceito com a camisinha feminina pelo seu formato, já que ela é mais larga do que a masculina, e um dos anéis fica para fora da vagina na região da vulva.

Porém, graças a programas de incentivo ao uso do preservativo feminino, que desde maio deste ano, pode ser adquirido de graça nos postos do Sistema Único de Saúde-SUS, além de atividades educativas e de conscientização de diversas instituições, como Organizações Não-Governamentais-ONG’s de proteção à saúde feminina, as mulheres estão começando a se acostumar.

Comercializada no mercado brasileiro desde 1997, o preservativo feminino ganhou espaço entre quem possui alergia ao látex, que é a principal matéria-prima para a fabricação da camisinha masculina.

As camisinhas femininas são feitas de material antialérgico em mais fino do que o látex, têm mais lubrificação e podem ser colocadas até oito horas antes da relação, o que costuma ser apontado pelos ginecologistas como uma das principais vantagens desse método.

Segundo especialistas, isso acontece porque muitos homens perdem a ereção por terem que colocar o preservativo masculino na hora. No caso da camisinha feminina, esse problema não acontece.

Os cuidados para colocar e retirar a camisinha feminina são básicos: é preciso deixar o anel flexível na extremidade interna, enquanto que o anel maior deve ficar na parte externa. Após a relação, o preservativo deve ser removido e enrolado pela ponta, além de ser descartado, pois ele não pode ser reutilizado em hipótese alguma. Vale lembrar de que não se deve utilizar a camisinha feminina com a masculina simultaneamente, pois a fricção pode provocar rompimento.

Importante ressaltar de que a camisinha feminina oferece algumas desvantagens, mas que os médicos afirmam de que não se trata de nada que não possa ser contornado, como da aparência e do barulho que algumas pacientes reclamam na hora da penetração.

O preço é outro ponto negativo que costuma ser apontado por algumas pacientes, já que o pacote com três unidades do preservativo feminino custa em média, R$ 12,00, enquanto que a camisinha masculina custa em média, R$ 5,00. Mas, assim como informamos no início deste artigo, para quem não tem condições de comprar o produto na farmácia, pode se dirigir a um dos postos de saúde do SUS para adquirir o preservativo gratuitamente.

Entretanto, médicos defendem de que a camisinha feminina dá mais poder à mulher, pois ao utilizá-la deixa de depender do parceiro para se proteger. Vale sempre lembrar de que somente os preservativos físicos- a camisinha masculina ou feminina, protegem contra doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, hepatites, entre outras.

Além disso, não existem contra indicações para o uso da camisinha feminina, ao contrário do uso de anticoncepcionais orais ou injetáveis, que não oferecem proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Como a Aids não tem cura, a proteção é a única maneira de se proteger da doença, que continua avançando a cada dia, não se limitando mais aos antigos grupos de risco, atingindo pessoas de todas as idades e classes sociais, por isso, nunca abra mão do preservativo (masculino ou feminino).

 

Por Selma Isis


1 comment

  1. Vi disse:

    Olá amor, segue o e-mail da camisinha.
    bjjss

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