Tamiflu: Remédio contra Gripe A passa a ser vendido sem retenção de receita


Com o tempo seco do inverno, além das pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados, com grande concentração de pessoas, como escolas, shoppings e transportes coletivos, aumenta os riscos de contrair uma doença contagiosa, como a Gripe H1N1 (Gripe A).

Apesar de não atingir tanto como na epidemia mundial de 2009, em estados situados em regiões do país onde o inverno é mais rigoroso, como os da Região Sul, ainda são registrados casos frequentes da doença, o que preocupa as autoridades de saúde, intensificando campanhas de vacinação contra a Gripe A.

Outro fator que preocupa as autoridades de saúde e pelo fato dos casos da doença terem aumentado neste ano em relação ao ano passado. Segundo dados do Ministério da Saúde, até o início de julho, foram computados 1.099 casos de Gripe A, com 110 óbitos.

Além de intensificar as campanhas de vacinação contra a gripe, as autoridades de saúde resolveram facilitar o acesso a um dos principais medicamentos destinados ao combate da Gripe A: o remédio antiviral oseltamivir, comercializado no Brasil com o nome de Tamiflu.

Foi publicado no Diário Oficial da União no dia 10 de julho, resolução da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que remove o Tamiflu da lista de medicamentos de controle especial da Agência, que controla a venda de alimentos e remédios no país.

Com essa medida, a partir do dia 10 de julho, não é mais necessária a retenção da receita médica para adquirir o medicamento. Entretanto, a receita médica ainda é indispensável na hora de se ter acesso ao medicamento, tanto para comprá-lo em farmácias como para retirá-lo gratuitamente no posto de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Tamiflu tinha venda restrita até então para evitar o abuso do principio ativo pela população, especialmente durante a epidemia mundial da Gripe três anos atrás. Vale lembrar de que na mesma época, os possíveis efeitos colaterais do medicamento em mulheres grávidas não eram conhecidos, e com o tempo, foi verificado que o Tamiflu não demonstrou contraindicações.

Indicado para casos em que já se instalaram os sintomas da Gripe A, especialmente em idosos e crianças, o antiviral deve ser usado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, mas, segundo o Ministério da Saúde, sua prescrição deve ser indicada mesmo que esse período tenha sido ultrapassado.

Vale lembrar de que o Tamiflu permanece como um medicamento que necessita de receita médica, pois conta com tarja vermelha. Dessa forma, a automedicação é proibida. Também é possível retirar o Tamiflu gratuitamente na rede pública apresentando receita médica particular.

Para garantir o suprimento do medicamento nos postos públicos de saúde em todo o Brasil, o Ministério da Saúde enviou neste ano, 418,8 mil caixas do produto aos estados, sendo que cada região brasileira está encarregada de determinar onde o estoque do medicamento será distribuído à população.

O Tamiflu é produzido pelo laboratório Roche, em suas unidades no Rio de Janeiro e na Suíça. Segundo o fabricante, o preço máximo para a embalagem 75 mg do medicamento é de R$ 195,93.

Por Selma Isis