Fitoterápicos: Especialistas respondem às dúvidas mais comuns

Para cuidar da saúde e obter maior qualidade de vida, cada vez mais pessoas adotam medidas como prática de exercícios físicos, alimentação natural, e o consumo de fitoterápicos. Elaborados exclusivamente a partir de plantas medicinais e vegetais, eles provocam uma certa confusão no consumo porque existem pessoas que acreditam de que eles têm consumo liberado, o que não acontece.

Especialistas apontam de que os fitoterápicos são considerados como medicamentos, assim como os outros, devendo seguir padrões de fabricação, qualidade e eficácia estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa e do Ministério da Saúde.

Segundo os médicos, o que diferencia é que os medicamentos convencionais são fabricados de maneira sintética, utilizando matérias-primas obtidas em laboratórios, enquanto que os fitoterápicos são elaborados a partir de matéria-prima vegetal.

Outro erro comum entre a população é acreditar de que o uso de receitas caseiras ou de fitoterápicos são a mesma coisa. Nesse caso, os médicos advertem de que é o consumo exagerado e sem indicação médica.

Segundo o médico clínico geral Érico Delgado, de Campinas (SP), as pessoas devem consumir os fitoterápicos com o mesmo cuidado com que usam os medicamentos convencionais: “Procure adquirir o fitoterápico em drogarias e farmácias confiáveis, bem como conferir a data de validade, e principalmente seguir à risca as instruções do médico e da bula.

Isso porque se a pessoa consumir um fitoterápico sem indicação de um médico o efeito desejado pode não surgir, e até mesmo, provocar transtornos de saúde. O clínico geral explica que para surtir efeito, é importante que a pessoa consuma a dosagem adequada, no horário e que conte com acompanhamento médico para estabelecer a dose e o período adequado para cada caso.

Além disso, em alguns casos, para melhor resultado, o médico pode indicar fórmulas individualizadas, que devem ser encomendadas em farmácias de manipulação com a dose correta de fitoterápicos para o paciente.

De acordo com o clínico geral, está se ampliando cada vez mais o uso de fitoterápicos na medicina. Isso porque a fitoterapia pode ser aplicada, por exemplo, em tratamentos de doenças corriqueiras, como a gripe, onde é indicado um fitoterápico com vitamina C, ou então para problemas mais graves, indicado como suplemento vitamínico. Nesse caso, o fitoterápico visa aliviar sintomas como cansaço e estresse.

Delgado ressalta de que o tratamento com fitoterápicos dependerá das necessidades específicas de cada paciente, que deverão ser avaliadas conjuntamente pelo médico especialista.

Consultando um profissional, é possível obter os efeitos desejados para obter uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Dr. Érico Delgado (CRM-SP 102.336), clínico geral e médico associado à SOBRAE (Sociedade Brasileira para Estudo do Envelhecimento).

Por Selma Isis