Max Burn: Anvisa proíbe venda de emagrecedor Max Burn


Parece que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária resolveu apertar o cerco contra emagrecedores que prometem grandes resultados em pouco tempo sem esforço. Depois de proibir a venda do DietMax no final de 2011, foi a vez da agência proibir as vendas do emagrecedor MaxBurn, produzido pela empresa Hilê Indústria de Alimentos e distribuído pela Nutralogistic.

Desde o dia 1º de fevereiro, passou a vigorar a resolução número 377 da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União no dia 31 de janeiro, que estabelece a proibição da fabricação, distribuição e venda do emagrecedor, sendo que a decisão passou a vigorar na data de sua publicação, que foi no dia 1º deste mês.

O motivo alegado pela Agência foi pelo fato de que as informações que constavam no rótulo induziam os consumidores a erro em relação ao seu registro. Ou seja, estava sendo vendido de forma irregular, usando indevidamente o registro apresentado na embalagem do produto.

Isso porque esse registro concedido até então pela agência enquadrava o Max Burn na categoria de alimentos, ou seja, deveria ser vendido como se fosse um suplemento alimentar, porém era propagandeado como se fosse um emagrecedor, o que levava o consumidor a ter expectativas além do que ele oferecia.

Vendido pela internet desde o ano passado, o Max Burn frequentemente era alvo de reclamações de consumidores juntos aos sites e órgãos de defesa do consumidor. Em um dos sites de reclamações mais conhecidos e acessados do Brasil, o Reclame Aqui contabilizou desde o mês de dezembro de 2011 quase 119 reclamações sobre o produto.

Em uma das reclamações publicadas no Reclame Aqui, uma consumidora resolveu adquirir o produto por ter visto uma propaganda que alegava que o Max Burn era capaz de fazer a pessoa emagrecer até 11 quilos em um mês.

Impressionada com o que prometia, ela adquiriu o produto e preparou um programa de dieta e exercícios físicos com o objetivo de conciliar com o emagrecedor. Mas, o produto não proporcionou o resultado esperado, já que durante mais de um mês conseguiu perder apenas 700 gramas.

O produto era comercializado com preços em torno de R$ 130 a R$ 150 e muitos consumidores se queixaram junto ao site de reclamações pelo fato das propagandas alardeavam uma grande perda de peso mas sem contar as individualidades de cada um.

A empresa responsável respondeu as queixas dos consumidores ao Reclame Aqui alegando que o MaxBurn se trata de um composto alimentar com propriedades e absorver as gorduras dos alimentos ingeridos, o que impede o organismo de absorvê-las, bem como garantiam sua eficácia e que muitos consumidores estavam satisfeitos.

De acordo com a Anvisa, o registro na categoria de alimentos do Max Burn foi concedido a outros produtos da empresa Hilê Indústria de Alimentos. O produto pode ser vendido apenas com os seguintes nomes: Aroma da Terra; Caiçara; Flaxseed; Via Botânica; Duom; Sete Semanas; MR; Mega 21 e Nutralogistic.

Dessa forma, utilizar o nome Max Burn no rótulo do produto é irregular, portanto, este proibido. A empresa responsável também está proibida pela Anvisa de vender o produto com os nomes Dieta Show, Ultraslim e Fatburn, por também induzirem o consumidor a erro.

Por Selma Isis


2 comments

  1. Alessandra disse:

    se está proibido pela anvisa por que deixem k vendem aceitem que vendem pela net,por isso que tem tantas fraudes no mundo só se proibe verbalmente ou em papel mas na pratica as vendas as divulgações funcionam muito bem……

  2. simara disse:

    Concordo muito com a Alessandra, pois também comprei pela internet e não emagreci nada já completa um mês,propaganda enganosa!!

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