Próteses de silicone: Constatados problemas na marca francesa


Os seios costumam ser os principais alvos da vaidade feminina nos últimos anos, tanto que as cirurgias de aumento nos seios, onde são implantadas próteses de silicone nos seios tornou-se quase que item obrigatório para as modelos e aspirantes a celebridades, beldades que trabalham com o corpo à mostra.

Atrizes, modelos, participantes de reality shows, entre outras, além de mulheres comuns, admitem fazer uso de implantes de silicone com o objetivo de aumentar a auto-estima, para ficarem mais femininas.

Mas o escândalo envolvendo uma empresa fabricante de próteses de silicone, a francesa Poly Implant Prothèse (PIP) expôs o perigo das cirurgias de implante nos seios sem critérios, já que somente na França, país que é uma referência em controle de qualidade de produtos, foram registrados 1.143 casos de rompimentos das próteses mamárias, obrigando as pacientes a retirarem, pois oferecem sérios riscos à saúde, já que as próteses continham em seu interior, silicone industrial líquido, que pode ser fatal caso entre na circulação sanguínea.

Como a fabricante francesa PIP iniciou suas operações em 1991, tendo comercializado suas próteses em todo o mundo, inclusive no Brasil, a notícia caiu como uma bomba entre as mulheres que realizaram cirurgias de aumento na mamas, já que cerca de 25 mil próteses de silicone da marca PIP foram vendidas no país.

O caso está sendo investigado pelas autoridades francesas, que questionaram ao fundador da PIP, Jean-Claude Mas, a respeito da procedência desses implantes. Uma das descobertas mais impressionantes veio de uma declaração do próprio empresário, de que era utilizado um gel com aditivo para combustíveis na fabricação das próteses, porque, segundo ele, “era mais barato”.

Além disso, dois anos depois de a PIP ser fundada, o fundador deu a ordem de “esconder a verdade”, ou seja, escondia todos os documentos referentes à formulação do gel PIP para que não fossem verificados pela fiscalização competente, o órgão alemão TÜV.

Outra bomba foi a declaração do chefe da Agência Francesa de Produtos de Saúde (Afssaps), o médico oncologista Dominique Marininchi, que as inspeções realizadas constataram de que todas as próteses eram ruins.

Além dos 1.143 rompimentos registrados na França, outras 495 pacientes francesas sofreram de reações inflamatórias, o que também obriga a retirada das próteses, totalizando um número de 1.638 retiradas de próteses mamárias da marca PIP.

As próteses da marca PIP chegaram a ser vendidas no Brasil, importadas pela distribuidora EMI, com registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a sua comercialização passou a ser proibida no Brasil a partir de abril de 2010.

Mesmo assim, a partir de abril de 2010, a Anvisa registrou 94 consultas ou queixas de próteses mamárias de marcas variadas, sendo que os casos registrados de rompimentos não passaram de dez, sendo que somente um foi constatado pertencer à PIP.

Mas, para quem realizou implantes de silicone nos seios, é importante que procure o seu cirurgião plástico para fazer uma avaliação minuciosa nas próteses, já que o material dos produtos da PIP é cancerígeno, por isso, o ideal é que sejam substituídas.

Especialistas recomendam de que as pacientes que forem prejudicadas pela PIP, que não conseguirem acionar o fabricante ou a EMI, importadora das próteses, podem pedir o ressarcimento dos custos da nova cirurgia e das novas próteses à Anvisa, já que coube a ela autorizar a comercialização do produto no Brasil, sendo responsáveis pelos problemas decorrentes.

Por Selma Isis

1 comment

  1. Ester Lenildes disse:

    Usei o creme com commepheroline da day pharma uma farmácia de manipulação, operação ainda me falta coragem…

    Adorei a matéria , virei leitora parabéns

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