Câncer na laringe: conheça a doença que afeta o ex-presidente Lula

No último final de semana, os brasileiros se surpreenderam com o anúncio da doença de um dos ex-presidentes mais queridos do país. No dia 29 de outubro, médicos diagnosticaram câncer na laringe no ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os médicos, o ex-presidente de 66 anos, tem um tumor maligno na laringe com média agressividade, relativamente no estado inicial, e com grandes chances de cura.

Lula se queixava de dores de garganta e rouquidão nas últimas semanas, e passou por exames que constataram a doença. O ex-presidente se espantou ao receber a notícia, mas se mostrou disposto a iniciar o tratamento com quimioterapia, cuja primeira das três sessões pelas quais deve se submeter começou nesta segunda-feira, 31 de outubro.

Provavelmente, as sessões de quimioterapia serão realizadas a cada 20 dias, e após a quimioterapia, o ex-presidente também passará por sessões de radioterapia. Por enquanto a equipe médica que trata de Lula, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP) não pretende remover por enquanto o tumor, que constataram ter o tamanho aproximado de três centímetros. Os médicos somente irão retirá-lo caso o ex-presidente não responda bem aos tratamentos.

O câncer na laringe, que é um órgão que fica localizado na região do pescoço, é um dos tipos mais comuns da doença, e costuma atingir pessoas na faixa etária dos 50 anos, especialmente pacientes do sexo masculino. Além disso, costuma representar 25% dos tumores malignos que afetam a região do pescoço e da cabeça.

Sintomas
Segundo o Instituto Nacional do Câncer- INCA, o câncer na laringe costuma ter os seguintes sintomas: dores na garganta, rouquidão, dificuldades em engolir, alteração na qualidade de voz, bem como a sensação de que a pessoa está com um “caroço” na garganta. Em casos avançados, o paciente pode também ter dificuldades em respirar.

Fatores de Risco
A principal causa da doença é o tabagismo, que pode se agravar caso a pessoa também abuse do consumo de álcool. No caso do ex-presidente, o câncer surgiu em decorrência do fumo (Lula só parou de fumar recentemente) e por predisposição genética, já que dois de seus irmãos faleceram em decorrência do câncer.

Tratamento
Para preservar a voz, os médicos costumam realizar primeiro a quimioterapia, que é uma injeção com remédios para o combate ao câncer, seguido por radioterapia, para que o tumor diminua e que possa ser retirado sem afetar as cordas vocais.

No caso do ex-presidente, ele passará por três sessões de quimioterapia, sendo uma a cada 20 dias, sendo que passará posteriormente por radioterapia, possivelmente no início de janeiro. A equipe médica que cuida de Lula no Sírio-Libanês espera que o tratamento dure cerca de três meses, com grandes chances de cura, e que Lula possa ter uma vida praticamente normal.

Graças aos avanços da Medicina, tanto nas áreas de tratamento, como prevenção e diagnóstico, deixaram para trás aquele conceito de que câncer era uma doença incurável. Dependendo do caso, as chances de cura são de até 90%, proporcionando melhor qualidade de vida até mesmo em casos mais complicados da doença.

Por Selma Isis