Tome cuidado na compra de emagrecedores “revolucionários” pela Internet

Em um país com uma cultura que cultiva a boa forma a qualquer preço, já que a mídia impõe padrões inacessíveis de beleza para a maioria das pessoas, os produtos para emagrecer costumam ser muito procurados pelos brasileiros, em especial pelas mulheres.

O problema é que muitas delas, na ânsia de ficarem magras rapidamente, podem optar por comprar produtos ditos “infalíveis”, que prometem perda de muitos quilos em pouco tempo, o que pode deixar a saúde em risco.

Normalmente a Medicina não aconselha o emagrecimento muito rápido, quando a pessoa resolve simplesmente deixar de comer, e para “tapear” a fome faz uso dos emagrecedores “infalíveis”, que surgem no mercado novos produtos desse tipo a cada dia, em especial na Internet.

A rede mundial de computadores, aliás, tornou-se um terreno fértil para a venda de remédios ou compostos para emagrecer. Quem nunca recebeu na sua caixa de entrada de e-mails uma propaganda de um método “revolucionário” para emagrecer, “recomendado” por celebridades ?

Um deles, o DietMax, que estava sendo comercializado pela Internet desde abril deste ano, em propagandas na rede social Facebook, afiliados da empresa no Brasil usaram a imagem da cantora Ivete Sangalo e da atriz da Globo Juliana Paes, como usuárias do produto, em depoimentos que alegavam ter emagrecido até 15 quilos após terem consumido o emagrecedor.

Acontece que as duas artistas negaram que fizeram uso do DietMax, bem como não terem fornecido autorização para que aliassem suas imagens nas propagandas no Facebook. Para alertar seus fãs, a cantora até mesmo postou mensagens de esclarecimento em seu perfil oficial no microblog Twitter.

Outro problema que complicou a comercialização do DietMax no Brasil, é que como a empresa não registrou o produto, vendido como fitoterápico na Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa, procedimento obrigatório para a venda no território nacional. Dessa forma, no dia 05 de julho, a Agência publicou no Diário Oficial uma decisão que proíbe a propaganda e comercialização do produto no país, já que sem o registro na Agência, o DietMax estava sendo vendido de forma ilegal.

Na divulgação do produto, a empresa o autodenominava  como um fitoterápico, com sua fórmula composta por psyllium, que colabora para a moderação do apetite; quitosana, com ditas propriedades que eliminar os adipócitos (células de gordura); biotina, glicerina umectante e gelatina.

Acontece que nenhum dos ingredientes do produto age eficazmente no emagrecimento. Em declaração para o jornal paulista Agora, do Grupo Folha de S.Paulo, a médica endocrinologista  Gláucia Carneiro, da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, afirma que as células de gordura não são eliminadas por esses produtos.

Além disso, o DietMax possui pelo menos 50 reclamações de consumidores no site Reclame Aqui, que registra queixas sobre produtos ou serviços. Dentre as reclamações, estão problemas como a não entrega do produto, sobre a fórmula, que não é original, ou pela falta de eficácia.

Dessa forma, tome muito cuidado antes de comprar emagrecedores pela Internet. Se você pretende realmente emagrecer, antes de tudo, procure um médico, para que ele lhe indique o melhor tratamento para o seu caso. Além disso, a maneira mais eficaz para emagrecer é a clássica dupla: atividade física aliada a uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras.